Churrasquinho Menos é Mais, Sorriso Eu Gosto no Pagode, grandes encontros e festivais mostram que o pagode passou a vender muito mais do que um show

Ainda tem muito pagode para acontecer em 2026.

Entre agosto e dezembro, algumas das maiores turnês do gênero continuam percorrendo o Brasil, festivais reúnem vários artistas em uma única experiência e uma nova geração de projetos começa a disputar a atenção de um público que já não escolhe um evento olhando apenas para o line-up.

Churrasquinho Menos é Mais, Sorriso Eu Gosto no Pagode, As Vozes e O Maior Encontro do Samba são alguns exemplos dessa transformação.

O Pagodinsta separou sete experiências para colocar na agenda até o fim do ano. E existe algo em comum entre praticamente todas elas: o pagode está aprendendo a transformar seus eventos em marcas.

1. Churrasquinho Menos é Mais

O Churrasquinho já deixou de ser simplesmente um show do Menos é Mais.

O grupo conseguiu transformar a sensação de uma roda de pagode entre amigos em uma experiência capaz de reunir milhares de pessoas pelo Brasil.

Churrasco, resenha, repertório extenso e proximidade com o público fazem parte da identidade de um projeto que cresceu junto com o próprio Menos é Mais.

Para quem ainda quer viver o Churrasquinho em 2026, a agenda tem Belo Horizonte em 15 de agosto, Rio de Janeiro em 29 de agosto, Campinas em 12 de setembro, São Paulo em 3 de outubro, Recife em 24 de outubro e Porto Alegre em 5 de dezembro.

A temporada ainda segue até Salvador, em 9 de janeiro de 2027.

É um bom exemplo de como um audiovisual pode deixar as plataformas digitais, ganhar os palcos e construir uma marca própria.

2. Sorriso Eu Gosto no Pagode

O Sorriso Maroto também encontrou uma maneira diferente de apresentar sua história ao público.

O Sorriso Eu Gosto no Pagode ganhou vida própria e apresenta uma experiência diferente do show tradicional do grupo.

A proposta passa pela roda de samba, convidados especiais, resenha e principalmente por um repertório que conversa diretamente com quem acompanha o Sorriso há anos.

Com a chegada do projeto Lado B, essa identidade ficou ainda mais evidente. Em vez de viver somente dos grandes hits, o grupo voltou o olhar para aquelas músicas queridas pelo fã que conhece o álbum inteiro.

A agenda ainda passa por Niterói em 16 de agosto, Curitiba em 29 de agosto, Vitória em 19 de setembro, Campinas em 17 de outubro, Ribeirão Preto em 31 de outubro, Belo Horizonte em 14 de novembro, Recife em 28 de novembro e Brasília em 5 de dezembro.

Para o fã do Sorriso Maroto, é uma oportunidade de ouvir músicas que nem sempre aparecem com o mesmo espaço nas apresentações tradicionais.

3. As Vozes: Péricles e Ferrugem

Colocar Péricles e Ferrugem no mesmo espetáculo já seria motivo suficiente para prestar atenção.

As Vozes, porém, ganha força justamente pelo que esse encontro representa.

São artistas de momentos diferentes do pagode, donos de duas das vozes mais reconhecidas do gênero, colocando seus repertórios lado a lado.

O público encontra sucessos das duas carreiras e um encontro que dificilmente será permanente.

É justamente por isso que As Vozes entra nesta lista: existem turnês que podem ser vistas novamente todos os anos. Outras precisam ser vividas enquanto estão acontecendo.

4. O Maior Encontro do Samba

Zeca Pagodinho, Alcione e Jorge Aragão na mesma experiência.

Só essa frase já explica boa parte do tamanho de O Maior Encontro do Samba.

São três artistas fundamentais para a história da música brasileira e donos de repertórios que atravessaram gerações.

Para quem ama samba, provavelmente é uma das experiências mais especiais ainda disponíveis na agenda de 2026.

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A turnê passa por Brasília em 19 de setembro, São Paulo em 31 de outubro, Curitiba em 7 de novembro, Porto Alegre em 14 de novembro, Belo Horizonte em 28 de novembro e Salvador em 19 de dezembro.

Não é preciso conhecer todas as músicas para entender o peso desse encontro. Parte da história do samba brasileiro estará reunida no mesmo evento.

5. TBM Samba

Os festivais TBM Samba também conquistaram espaço no calendário de quem acompanha o gênero.

Depois de edições em diferentes cidades, o projeto segue ampliando sua presença e levando grandes nomes do samba e do pagode para diferentes regiões.

Entre os eventos para acompanhar estão o Criciúma TBM Samba e o Curitiba TBM Samba.

O formato conversa diretamente com quem prefere passar horas dentro de um festival e assistir vários artistas em vez de escolher uma única turnê.

6. Os grandes festivais de samba e pagode

E o TBM Samba não está sozinho.

Samba Recife, Vibra Pagode, Me Leva Festival e Samba Brasil estão entre os eventos que mantêm o calendário movimentado.

A lógica é diferente de uma turnê tradicional.

O público compra uma experiência de várias horas, diferentes repertórios, encontros entre artistas e a possibilidade de assistir vários dos seus nomes favoritos no mesmo dia.

Para quem viaja atrás de pagode, os festivais se tornaram uma parte cada vez mais importante do calendário.

7. A nova geração: Pagobinho, Pagodyando e Pagodiggo

Enquanto projetos gigantes dominam boa parte do mercado, existe outro movimento acontecendo em paralelo.

Novas labels começam a nascer.

Pagobinho, Pagodyando, projeto de Yan, e Pagodiggo, de Diggo, são três nomes para acompanhar.

Ainda existe uma diferença de escala quando comparados aos maiores projetos do país, mas isso faz parte do processo.

Churrasquinho, Tardezinha e tantos outros eventos que hoje movimentam multidões também precisaram de uma primeira edição.

O interessante agora é observar quais desses novos projetos vão conseguir construir identidade suficiente para deixar de ser apenas um evento e virar uma marca desejada pelo público.

O pagode não vende mais apenas show

Quando todos esses eventos são colocados lado a lado, aparece uma mudança interessante no mercado.

Churrasquinho.

Sorriso Eu Gosto no Pagode.

As Vozes.

Grandes encontros.

Festivais.

Novas labels.

Cada projeto tenta oferecer um motivo específico para o público sair de casa.

O artista continua sendo fundamental, claro. Mas a pergunta deixou de ser apenas “quem vai cantar?”.

Agora também importa entender qual experiência aquele evento oferece.

O público começa a esperar uma determinada época do ano para viver novamente sua label favorita. Reconhece estética, repertório, formato e até comportamentos ligados a cada projeto.

O pagode está construindo propriedades próprias de entretenimento.

E essa talvez seja uma das transformações mais importantes do gênero nos últimos anos.

Onde encontrar pagode perto de você?

Com tantos eventos acontecendo pelo Brasil, aparece outro problema: descobrir que eles existem antes da data chegar.

Foi pensando nisso que Luis Pagodinsta criou o Onde Tem Pagode.

A plataforma reúne eventos, datas, artistas e informações para ajudar o público a encontrar pagode em diferentes cidades do Brasil.

O serviço já pode ser acessado pelo site OndeTemPagode.com.br e também está sendo preparado para chegar às lojas de aplicativos.

A ideia é simples: se tem pagode acontecendo perto de você, precisa existir uma maneira fácil de encontrá-lo.

Qual evento ficou faltando?

Uma lista como essa nunca estará realmente completa.

Existem grandes turnês nacionais, festivais regionais e labels que movimentam milhares de pessoas sem necessariamente aparecer para quem está fora daquela cidade.

Por isso, a pergunta fica para quem acompanha o Pagodinsta: qual grande evento de samba ou pagode ainda acontece em 2026 e deveria entrar em uma segunda lista?